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Novos investimentos na cadeia do alumínio serão debatidos em Belo Horizonte

Novos investimentos na mineração de bauxita e na indústria do alumínio, o atual processo de licenciamento ambiental para a lavra do minério e alternativas para sua adequação serão alguns dos temas discutidos durante o seminário “Bauxita & Alumínio: Desafios e Perspectivas”, promovido pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), nos dias 28 e 29, em Belo Horizonte.

A discussão é fundamental, uma vez que o Brasil é o segundo maior produtor mundial de bauxita e possui a terceira maior reserva do minério no mundo. Só no Brasil estão 5,9 bilhões de toneladas de bauxita, encontradas em jazidas nos estados do Pará e de Minas Gerais. Uma curiosidade: para se produzir uma tonelada de alumínio são necessárias cerca de quatro toneladas do minério.

Segundo o geólogo e especialista em mineração de bauxita, Aldo Grossi, a visão sobre a atividade de mineração, sobretudo a do minério usado na fabricação do alumínio, é muito distorcida. Uma das principais características da mineração de bauxita que a difere de outros minérios é a simplicidade da sua forma de extração. Conforme explica o especialista, antes da mineração, é feita a pesquisa sobre a fauna e a flora locais. Já no processo é feita a remoção criteriosa da cobertura vegetal e estocagem do solo orgânico para reabilitação do terreno. Além disso, as jazidas de bauxita não são profundas como as de outros minérios. Logo abaixo do solo orgânico está a bauxita, um minério com consistência bem macia.

“O que encontramos depois de retirar a bauxita é a argila, que é bem parecida com a terra da superfície do solo, pois possui composição química bastante similar. Essa área normalmente é tratada e depois são plantadas mudas da flora existente antes da mineração. Em pouco tempo, elas vão crescer e a área estará totalmente reabilitada”, explica Grossi.

O especialista ainda ressalta: por se tratar de mineração a céu aberto, próxima do solo, a recomposição da área se torna muito mais fácil e ágil. É também comum se encontrar bauxita no próprio solo, sem ter que retirar a camada mais externa da superfície, chamada de capeamento.

Outra peculiaridade: a extração da bauxita é inteiramente mecanizada, não demanda o uso de explosivos e prevê não apenas a recomposição da área lavrada, com reposição do solo retirado, mas também o reflorestamento com plantio de espécies nativas. “Com certeza, as jazidas de bauxita têm um processo de recuperação mais fácil em relação a outros minérios”, afirma o geólogo.

São essas peculiaridades que tornam necessário o debate. Durante o seminário, que será aberto pelo presidente do Ibram, Paulo Camillo Penna, especialistas e profissionais das áreas de mineração e metalurgia como o professor Paulo Haddad, o presidente da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Luís Carlos Loureiro Filho, representantes de grandes empresas e de órgãos ambientais, dentre eles o presidente da Votorantim Metais, João Bosco Silva, e o diretor da CBA, Carlos Augusto Parisi, entre outros, debaterão o tema.

Fonte: IBRAM

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